Domingo, Novembro 12, 2006

"Eu permito. Sem considerar nenhum outro desejo que não o de agora. Sem considerar nenhum passado entre nós ou qualquer possibilidade de futuro. Permito. Entrego confiando nos teus olhos todos os passos que nos permitimos até aqui. Onde zeramos nosso antes e interrogamos o nosso depois. Aqui eu tiro a roupa dos dias e exijo a tua nudez de mulher e o vermelho da tua boca, a maciez da tua pele, os pêlos na desordem do corpo, os traços e volumes e os músculos e nós. Nós, a soma do eu e do tu. O plural, transbordando o copo, o olhar duplicado, as diferenças, a vida comum refletida pelo espelho dos olhos do outro, o elo de qual ligação nos deu o laço de qual sapato, de qual coração vagabundo leviano estamos falando? Eu permito. Sabendo de tudo o que eu sei até aqui e ignorando essa trajetória para começar um novo começo. Porque é preciso desaprender de quando em quando, zerar para uma nova temporada, limpar a pista para um novo desfile, cada pessoa é um novo começo. Não pense que não..."

:: Por Mrs. Dalloway | 14:05 |

Sábado, Outubro 07, 2006

"Quantas vezes, amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!"


(Florbela Espanca)

:: Por Mrs. Dalloway | 13:13 |

Terça-feira, Setembro 19, 2006

O velho e o moço (Los Hermanos)

Deixo tudo assim
Não me importo em ver a idade em mim,
ouço o que convém. Eu gosto é do gasto
Sei do incômodo e ela tem razão
quando vem dizer que eu preciso sim
de todo o cuidado.
E se eu fosse o primeiro a voltar
pra mudar o que eu fiz,
quem então agora eu seria?
Tanto faz que o que não foi não é.
Eu sei que ainda vou voltar...mas eu quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim. Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão
quando vêm dizer que eu não sei medir
nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiro a prever
e poder desistir do que for dar errado?
Ah, ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim
que o acaso é amigo do meu coração
quando fala comigo, quando eu sei ouvir...

:: Por Mrs. Dalloway | 01:11 |

Quinta-feira, Setembro 07, 2006


:: Por Mrs. Dalloway | 17:23 |

Quarta-feira, Junho 14, 2006


:: Por Mrs. Dalloway | 20:37 |

Domingo, Junho 11, 2006

Tópicos para uma semana utópica...

Domingo:
Não pisar em falso
Nem nos formigueiros de domingo
Amar ensina a não ser só
Só fogos de São João no céu sem lua
Mas reparar e não pisar em falso
Nem nas moitas do metrô nos muros
E esquinas sacanas comendo a rua
Porque amar ensina a ser só
Lamente longe por favor
Chore sem fazer barulho...

:: Por Mrs. Dalloway | 12:48 |

Sábado, Junho 10, 2006

Sábado:
Não adianta desperdiçar sofrimento
Por quem não merece
É como escrever poemas no papel higiênico
E limpar o cu
Com os sentimentos mais nobres...

:: Por Mrs. Dalloway | 18:22 |

Sexta-feira, Junho 09, 2006

Sexta-feira:
Assunto de família:
Melhor fazer as malas
E procurar uma nova
(Só as mães são felizes)...

:: Por Mrs. Dalloway | 00:39 |

Quinta-feira, Junho 08, 2006

Quinta-feira:
Olhar o mundo
Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos
Como fazem os mudos...

:: Por Mrs. Dalloway | 20:17 |

Quarta-feira, Junho 07, 2006

Quarta-feira:
Magia acima de tudo
Drogas barbitúricos
I Ching
Seitas macabras
O irracional como aceitação do universo...

:: Por Mrs. Dalloway | 20:50 |

Terça-feira, Junho 06, 2006

Ainda: Tópicos para uma semana utópica...

Terça-feira:
Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de pau duro...

:: Por Mrs. Dalloway | 17:51 |

Segunda-feira, Junho 05, 2006

Querido Diário (Tópicos para uma semana utópica) / Cazuza

Segunda-feira:
Criar a partir do feio
Enfeitar o feio
Até o feio seduzir o belo...

:: Por Mrs. Dalloway | 20:45 |

Domingo, Maio 28, 2006


:: Por Mrs. Dalloway | 00:34 |

Segunda-feira, Maio 22, 2006


:: Por Mrs. Dalloway | 00:51 |

Sábado, Maio 20, 2006

"Olhinhos que esperam
E a gente fica louco
Sem saber por quê
Ah, olhinhos que querem
E a gente adivinha sem muita certeza.
Olhinhos de bola de gude
Paixão impossível (e rude)
Eu tenho esperança
Eu fiz o que eu pude
Ah, eu fiz o que eu pude..."

(Paixão - Cazuza)

:: Por Mrs. Dalloway | 00:50 |

Terça-feira, Maio 16, 2006

Amor que nunca cicatriza / Ao menos ameniza a dor / Que a vida não amenizou / Que a vida a dor domina / Arrasa e arruína / Depois passa por cima a dor / Em busca de outro amor / Acho que estou pedindo uma coisa normal, felicidade é um bem natural / Uma, qualquer uma / Que pelo menos dure enquanto é carnaval / Apenas uma / Qualquer uma / Não faça bem / Mas que também não faça mal / Meu coração precisa / Ao menos ameniza a dor / Que a vida não amenizou / Que a vida dor domina / Arrasa e arruína / Depois passa por cima a dor / Em busca de outro amor / Acho que estou pedindo uma coisa normal / Felicidade é um bem natural / Uma, qualquer uma / Que pelo menos dure enquanto é carnaval / Apenas uma / Qualquer uma / Não faça bem / Mas que também não faça mal...

Roberta Sá - Cicatrizes

:: Por Vi | 18:40 |

Sexta-feira, Maio 05, 2006


:: Por Mrs. Dalloway | 16:31 |

Quinta-feira, Abril 27, 2006

"Venho madrugada perturbar teu sono
como um cão sem dono me ponho a ladrar.
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso,
tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar... "
(Garganta - Ana Chatolina)

:: Por Mrs. Dalloway | 08:28 |

Terça-feira, Abril 25, 2006


:: Por Mrs. Dalloway | 17:55 |

Segunda-feira, Abril 24, 2006

"Se eu disser que já nem sinto nada,
que a estrada sem você é mais segura.
Eu sei você vai rir na minha cara.
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar...
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada.
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Porque eu já nem preciso..."

:: Por Mrs. Dalloway | 11:00 |






"Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você"(O teatro mágico)



"Leve-me com você, e de nossas duas misérias faremos talvez uma espécie de felicidade". Paul Auster






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